ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO - HOJE NOS CINEMAS

 



Escrito por encarnacaododemonio às 18h34
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O TAL DO PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA (ou COMO FUNCIONA ESSA PORRA)

Por Dennison Ramalho

 

 

Seguinte, pessoas queridas. Tá tudo muito lindo, tá tudo muito bom. Tem Blog, site, cartaz, revista em quadrinhos saindo, pré-estréia, festinhas, prêmios, Festival de Veneza... Tudo isso é bom demais! Mas vamos falar sério, antes que isso aqui deixe de ser CINEMA pra virar COQUETEL! Filme é pra BATER NA TELA! PRA PASSAR NO CINEMA, FAZER SUCESSO, RENDER BILHETERIA DE GENTE GRANDE! Não é pras entradas restritas e cheias de seguranças das portas de festivais. Isso é a cereja do bolo. Um bolo que a gente não sabe o tamanho. Um tamanho que depende de vocês - os fãs do cinema de Horror de José Mojica Marins!

 

Deixa o tio explicar uma coisa pra vocês: existe um certo mistério envolvendo a presença do Cinema Brasileiro nas salas de exibição de seu próprio país. É um truque mágico, performado na maioria das obras estreadas, pelo circuito exibidor. É o famoso... 

 

MILAGRE DO SUMIÇO DO FILME BRASILEIRO QUE ESTREOU NA SEMANA PASSADA:

 

É um truque simples: 

 

Um filme brasileiro estréia. Pode até não ir tão mal. Pode sequer ir mal. Pode até ir BEM. Mas sempre vai haver um Homem-Aranha, um Batman, um Indiana do lado - mesmo que já capengado em sua 4a. ou 6a. semana em cartaz. O exibidor, inseguro, faz a mágica: O FILME BRASILEIRO SOME DE CARTAZ na próxima quinta à noite para retornar lugar ao Batman, ao Indiana e ao Aranha, agora em sua 5a. ou 7a. semana. 

 

A única maneira de evitar esse desastre é PROMOVER UMA PRESENÇA MASSIVA, AVASSALADORA, NO PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA, E AO LONGO DA PRIMEIRA SEMANA! NÃO TEM OUTRO JEITO!

 

Vocês podem ajudar a fazer esse filme acontecer! Quando eu era criança, na década de 80, filme dos Trapalhões tinha fila de virar esquina! Todo mundo queria ver! Muita gente ficava de fora! O Cinema era um ritual necessário, comunal. Não vivíamos na era da conveniência, dos downloads, dos multiplex... (Isso é tudo muito surpreendente, mas quem se nutre só disso é cinéfilo FRANGO!)... Foi nesse esquema que o Cinema do Mojica aconteceu! Vamos revisitar o passado! Uma época em que o Cinema importava, era relevante, era transformador, congregador! Vamos viver a presença de um filme que é importante pra todos nós: nós que queremos ver mais filmes do Mojica, nós que queremos ver seriados populares de gênero na TV, nós que queremos ver filmes de Horror brasileiro, de Sci-Fi brasileiro, de Aventura, de Cangaço tipo Western matador, de mulher pelada... Enfim, nós que queremos filmes que importam, que FALAM A LÍNGUA DE QUEM PAGA INGRESSO  E SAI SATISFEITO!

 

O QUE PRECISAMOS FAZER:

 

1) QUEM PUDER IR NO PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA DUAS VEZES  (VOCÊ NÃO LEU ERRADO: EU DISSE DUAS VEZES MESMO!), SE CURTIU O FILME, POR FAVOR, VÁ!

2) OK, QUEM ESTIVER MORTALMENTE DURO, POR FAVOR VÁ TAMBÉM! VOCÊ É MUITÍSSIMO IMPORTANTE! 

3) FAÇAM BOCA-A-BOCA, DIGAM QUE TEM MULHER PELADA, CONTEM AS CENAS MAIS VISEUS AMIGOS A QUEREREM VER ESSE FILME ACIMA DE TUDO NA VIDA! DÁ CERTO!

4) DIVIDA SUAS IDÉIAS DE BOCA-A-BOCA AQUI NO BLOG

5) E, finalmente...

 

UMA CONVOCAÇÃO À UMA NAÇÃO ROQUEIRA CHAMADA BRASIL!

 

Punks, Headbangers, pessoal do Rockabilly, do Psychobilly, turma do Black Metal, do Goth Rock, TODAS AS TURMAS DO ROCK!

 

O Cinema do Mojica sempre foi um ponto de confluência entre todas as galeras do Rock, principalmente do Rock Underground Brasileiro. Zé do Caixão é, e sempre foi, a coisa mais Rock n' Roll que já existiu em nossa cena cinematográfica!

 

Eu, como agitador do Cinema de Horror em São Paulo (promovo anualmente sessões de curtas de Horror no Festival internacional de Curtas-Metragens de SP) já aprendi: Filme de Horror? PODE CONTAR COM OS ROQUEIROS DO BRASIL! ELES ESTARÃO LÁ! Já vi salas enormes como o CineSesc, em São Paulo, lotadas até o chão de roqueiros de variadas tribos! Com a gente não tem pra ninguém! A gente lota sala mesmo!

 

Assim, anuncio: Encarnação do Demônio conta DEMAIS com vocês! INVADAM AS SALAS! APLAUDAM O QUE GOSTAREM! AOS URROS! Aproveitem! Prestigiem! Apóiem! 

 

Um Cinema Brasileiro feito pensando em vocês! Espalhem a notícia de nossa estréia pelas lojas de discos, pelas galerias, bares, clubs, shows, pontos-de-encontro! 

 

VAMOS PROMOVER O CAOS!!!

 

E aí, fazemos negócio?!

 

 



Escrito por encarnacaododemonio às 18h31
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Circuito de estréia

Programação de Encarnação do Demônio nas salas de cinema -  de 08 a 15 de agosto:

 

 

- Belo Horizonte (MG):

Cineart Multiplex Cidade

Cineplex BH Shopping

 

 

- Porto Alegre (RS):

Unibanco Arteplex Bourbon Country

Cinemark Bourbon Ipiranga

 

 

- Rio de Janeiro (RJ):

Box Cinemas - São Gonçalo

Cine Odeon BR

Cinemark Carioca Shopping

Cinemark Downtown

UCI New York City Center

Unibanco Artepelex Botafogo

 

 

- São Paulo (SP):

Box Cinemas - Itaquera

Cinemark Boulevard Tatuapé

Cinemark Central Plaza

Cinemark Interlar Aricanduva

Cinemark Market Place

Cinemark Metrô Santa Cruz

Cinemark Shopping D

Cinemark Shopping Tamboré

Cinemark SP Market

Cinemark Villa Lobos

Espaço Unibanco de Cinemas

Espaço Unibanco Pompéia

Frei Caneca Unibanco Arteplex

HSBC Belas Artes

Multiplex PlayArte Bristol

Multiplex Shopping Campo Limpo

UCI Shopping Anália Franco

UCI Shopping Jardim Sul

 

 

- Santos (SP):

Cine Roxy

Cinemark Praiamar

 

 

- Campinas (SP):

Box Cinemas - Campinas

Cinemark Iguatemi

Kinoplex D. Pedro

 

 

- São Bernardo do Campo (SP):

Cinemark Extra Anchieta

 

 

- Guarulhos (SP):

Hoyts General Cinema Guarulhos

 

 

- Mauá (SP):

Mauá plaza Shopping

 

 

- Taboão da Serra (SP):

Taboão da Serra Shopping

 



Escrito por encarnacaododemonio às 15h03
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Trilha sonora no MySpace

Para os fãs da obra de Zé do Caixão, uma novidade: a trilha sonora do filme Encarnação do Demônio está sendo lançada hoje. Reconhecida no Festival de Paulínia, onde levou o prêmio máximo na categoria, a trilha conta com falas de Zé do Caixão, efeitos sonoros e, claro, as músicas.

 

A trilha acaba de ser disponibilizada no perfil do Encarnação do Demônio no site MySpace, as músicas estão disponíveis para ouvir e também para download.

 

Para acessar o perfil do filme no MySpace, acesse http://www.myspace.com/encarnacaododemonio

 

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A trilha sonora é fundamental na construção narrativa de um filme. Com experiência em mais de 40 longas-metragens, André Abujamra, em parceria com Marcio Nigro, ficou a cargo da música de Encarnação do Demônio.

 

“Esse filme foi muito diferente de todos os outros que já fiz. Levei algum tempo para perceber que os elementos muito musicais não funcionavam bem, por isso, buscamos uma sonoridade exageradamente grande, tanto no volume, quanto no som”, diz Abujamra, que trabalhou com Marcio Nigro utilizando programas de criação interligados via internet. 

 

No gênero terror, a música se torna fundamental para guiar o público entre as cenas, conduzindo a emoção junto às imagens. André Abujamra e Marcio Nigro, após diversos estudos de trilhas, optaram por bases graves para obter a profundidade requisitada pela linguagem de Mojica.

 

Uma das cenas mais complexas foi a do enterro das crianças, momento que o personagem retoma seu ofício como coveiro e organiza os serviços funerários dos meninos assassinados por agentes policiais. Neste momento, Zé discursa sobre a debilidade e covardia dos moradores frente a seus opressores. Em busca de um som que pudesse retratar com precisão a tensão exigida, Mojica e André optaram por um coro de vozes masculinas, que cantam em entoam como um mantra a palavra “Satanás” ao contrário.

 

“Todo filme tem uma alma, como se fosse uma criatura viva, que respira. Como os seres humanos cada filme é diferente um do outro, amo essa arte porque ela reúne vários talentos artísticos pra construção de uma grande alma. Em Encarnação do Demônio, a música e a edição de som tem uma função muito expressiva”, finaliza Abujamra.

 



Escrito por encarnacaododemonio às 18h39
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Site de “Encarnação do Demônio” permite reviver filmes anteriores

A partir desta quarta-feira, dia 6 de agosto, mais uma novidade promete agitar o site do filme “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins.

Batizada de “Experiência”, a nova seção permite ao internauta não apenas revisitar os dois primeiros filmes da trilogia, como também participar ativamente do enredo dos mesmos. Além de dar ao visitante a oportunidade de se sentir o próprio Zé do Caixão, “Experiência” ainda serve para apresentar a uma nova audiência os clássicos filmes de José Mojica Marins.

Para acessar a nova seção, basta ir ao site do filme, www.encarnacaododemonio.com.br



Escrito por encarnacaododemonio às 20h32
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HOJE Lançamento do livro PRONTUÁRIO 666

 



Escrito por encarnacaododemonio às 18h23
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"MEIRE!... COTONETE!!!"

Por Dennison Ramalho

 

 

"Meire! Um Shelton!"

 

"Meire! Um Benson mentolado!"

 

Direto esses pedidos eram bradados pelo Mojica, durante a filmagem de Encarnação do Demônio.

 

Essas e outras demandas eram cuidadas por duas pessoas muito bacanas, que estiveram em nossa equipe e que, além de parentes, são grandes lastros emocionais do Mestre: seus filhos Crounel e Merisol Marins.

 

O Crounel é o grande conselheiro dos negócios do Mojica. Advogado por formação, hoje, "Cro" (seu apelido na equipe) é professor na rede pública de ensino. E dos bons! Já ouvi que ele é muito bem-quisto por seus alunos. Cro também curte muito Dramaturgia, arte que estuda há muitos anos, e com a qual também flertou, trabalhando em alguns filmes e peças teatrais de Mojica.

 

Em Encarnação, Crounel integrava a equipe de Direção. Bom conhecedor de Filosofia, ele foi sem dúvida uma figura influencial na tutoria do legado de Zé no Cinema. Muito da essência do personagem se manteve através de seus esforços, ao longo dos anos. Foi muito graças aos bons conselhos e à cooperação de Crounel que Zé seguiu vivo, e não se desvirtuou completamente enquanto figura pública e televisiva. Crounel publicou (junto com Mojica e Mariliz Marins) um livro de contos de Horror (Crônicas de Terror de Zé do Caixão), em esquema totalmente independente. 

 

Já Meire também tem uma história longa com a obra do pai. Ela interpretou a menina Betinha em Exorcismo Negro (1974). Haviam cenas antológicas da garotinha, como a em que ela grita, arrepiada, diante de uma árvore de Natal lotada de cobras. Outra de cortar o coração é a em que ela encontra seu cachorro Toby morto por algum de seus parentes possuídos pelo Mal que assombra a casa. Em nossa equipe, Meire foi igualmente fundamental. Era ela quem cuidava das necessidades imediatas do Mojica. Obviamente, as mais freqüentes tinham a ver com nicotina. Caralho, o Mojica fuma muito, mano! Acende um na brasa do outro! 

 

A Meire, como o Crounel, também é professora, e tirou uma licença para estar conosco no set de Encarnação.

 

Uma das tarefas mais chatinhas de Meire, mas à qual não se furtava, e na qual era sempre gentilíssima, era o tal cotonete do título. O Mojica não conseguia coçar as orelhas por causa das unhas. Assim, quando sentia o comichão incomodando, chamava: "Meire! Coooooooooootonete!" E lá vinha a Meire, quase como uma enfermeira, pra cuidar do incômodo do Mestre! A frase virou um bordão entre a equipe! No último dia, todos começaram a escrever mensagenzinhas de despedida das filmagens numa parede do estúdio (pra fazer assim, tipo, um MURAL da "firma"!). Alguém teve a manha de citar o "Meire! Cotonete!" Foi muito engraçado!

 

Aliás falando em frases bizarras, queria pedir à nossa amiga, a Assistente de Direção Lu Baptista, pra mandar as FRASES DO DIA que publicava em nossos Call-Sheets diários! São pérolas incríveis da demência, cunhadas por nossos colegas da equipe! Quero publicá-las aqui! Até as IMPUBLICÁVEIS!

 

Assim, fechando o post, quero deixar um grande agradecimento e abraço ao Crounel e à Meire, por todo o amor dedicado a Zé do Caixão! Amor tão grande a ponto de encarar todas as dores de nossa conturbada produção.

 

Nunca contei isso pra ninguém, mas quando Jece Valadão faleceu, no meio de nossas filmagens, a notícia nos foi dada por telefone, na van, a caminho do set. Foi a Meire quem a recebeu primeiro, para se preparar pra manter o Mojica calmo. Ela desligou o celular e olhou pra mim. No mesmo segundo caiu a ficha. Sem ela nem precisar me dizer nada! Nunca vou esquecer disso! A Meire foi uma grande colega de todos nós!

 

Bueno, gente. Estamos há poucos dias da estréia! E a excitação está enorme!!!



Escrito por encarnacaododemonio às 17h16
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QUANDO OS DEUSES ADORMECEM parte 1 (ou A VIDA DE UM GIGANTE)

Por Dennison Ramalho




No início ele se chamava Coronel Ubirajara (em uma alusão a um policial que não gostamos de lembrar). Depois, Mojica sugeriu que ele se chamasse Coronel Claudiomiro. Era o antagonista direto de Zé do Caixão, personagem insubstituível e vital!



O Coronel era um policial corrupto e infanticida, ex-membro do Esquadrão da Morte. Não por acaso, muita tristeza e a própria morte estiveram ao redor da história desse personagem, em Encarnação do Demônio.



O processo de escolha do ator que o interpretaria nos reservou episódios de grande inspiração, respeito e, também, desventura. Por fim, como tudo na carreira do Mojica, terminamos com uma escolha gloriosa: JECE VALADÃO interpretaria o papel. Só alguém com o estofo cinematográfico de Jece poderia assumir esse personagem. Ao saber da notícia, um fã se manifestou na internet: "Jece Valadão contra Zé do Caixão?! Cara, isso é melhor que Marvel contra DC!"



Nascido em 24 de julho de 1930 (tinha que ser leonino!) com o nome de batismo Gecy Valadão, na cidade de Murundu, no Rio de Janeiro, Jece cresceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Ali iniciou a carreira artística como radialista: era mestre-de-cerimônias de um programa que apresentava jovens talentos musicais. Durante as filmagens de Encarnação, ele comentou um episódio curioso desses dias:



"No programa de Domingo, volta-e-meia aparecia um garoto-cantor de muletas, com um caminhar, assim, meio "ponto-e-vírgula..." - ele falava de ninguém menos do que o menino Roberto Carlos.



Jece foi ator, produtor e diretor de mais de 100 filmes brasileiros. Foi no Cinema que gerou sua obra mais substancial. Ficou famoso por interpretar tipos truculentos (como o policial Mariel Möryscotte Mattos, em Eu Matei Lúcio Flávio), marginais (como Boca de Ouro e Mineirinho, de Mineirinho - Vivo ou Morto). Interpretou também homens sedutores e perigosos (como Jandir, de Os Cafajestes. Aliás, foi essa obra de Ruy Guerra que lhe rendeu o apelido de "O Eterno Cafajeste").



Jece chegou aos domínios de Zé do Caixão sob acordos tácitos. Mas não era nada dessas porras de contrato, advogado, frescura, horário, cachê, nada disso... Jece e Mojica confluíram seus estilos de trabalho. Não quero transformar esse fato numa afirmação "esotérica". Mas ao ver as conversas e combinações dos dois, percebi que tratava-se de etiquetas de outra ordem e nível de experiência. Tratos de gente com muito passado.



Jece estava em um outro momento de sua vida. Aos 76 anos, aparentava muita saúde. Era um gigante: um homem alto, em boa forma, lúcido e afiado. Era difícil pra nós entender os constantes alertas de sua esposa, Dona Vera Lúcia, de que sua saúde já estava bastante fragilizada. Jece, de "Cafajeste", passou a ser um homem profundamente religioso. Era ministro da Assembléia de Deus. Mas, ao contrário de muitos religiosos de nosso país, soube encarar a experiência de Encarnação do Demônio com muito bom humor. Nunca julgou Mojica ou condenou o personagem. Embarcou no filme. E criou um Coronel Claudiomiro de ouro para ele!



Jece filmou alguns bons dias conosco. E foram memoráveis! Uma honra indescritível para nós! Lembro de uma cena brutal, entre Cristina Aché e ele. Ao final do dia, eu e o Paulo Sacramento nos olhávamos satisfeitos. Como era do caralho! Cada entrada do Jece fazia o filme crescer exponencialmente. Gigante!



Até que fomos a uma cena noturna. O Jece voltava de um festival no nordeste, onde fora homenageado, e já emendou na filmagem. Era uma caçada por Zé do Caixão numa floresta. Filmagem difícil, mato para todos os lados, muita neblina da nossa máquina de fumaça... Mas, tudo correu bem.



No dia seguinte, no entanto, uma notícia colocou a produção de Encarnação do Demônio em alerta vermelho: Jece fora internado, abatido por forte pneumonia.



Assim começaram dias terríveis para nossa empreitada. Dias que mudariam irreversivelmente a história deste filme.



Escrito por encarnacaododemonio às 18h58
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Após 40 anos preso, Zé do Caixão é libertado. De volta às ruas, o coveiro está decidido a cumprir a meta que o levou à prisão: encontrar a mulher que possa gerar seu filho. Terceira parte da trilogia iniciada em 1964 com “À Meia-Noite Levarei sua Alma”.

Acompanhe neste blog informações sobre o filme e curiosidades sobre a produção.




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